Esbarrei, no Facebook, neste vídeo que a Condé Nast Traveler fez sobre “um dia em Lisboa”. Resolvi ler os comentários (centenas deles) e os elogios à capital portuguesa, vindos dos 4 cantos do mundo, deixam qualquer português a babar-se. Literalmente.
Chamam-lhe “museu a céu aberto”, falam na “beleza, educação e simpatia das suas gentes”, na “maravilhosa gastronomia”. Uns dizem ter tido uma das melhores experiências da vida quando desembarcaram em Lisboa, outros prometem voltar. Há também alguns que falam no sonho de a conhecer, de amigos que por cá criaram raízes e lhes mandam fotos com cenários incríveis.
Não é a primeira vez que, em artigos na imprensa estrangeira, leio rasgados elogios a Lisboa e me pergunto se daremos nós o devido valor áquilo que está “à mão de semear”?
Ultimamente tenho dedicado algumas horas a passear por Lisboa e reconheço que, seja por que razão for (incluíndo os famosos Golden Visas), Lisboa está mais bonita do que nunca. As zonas históricas recuperadas, os prédios pintados de cores diferentes mantendo a traça antiga, dão-lhe uma sensação de “cuidado”, de vaidade reconquistada. É frequente ver turistas maravilhados, felizes mesmo, embriagados com a luz que sabemos bem ser tão especial…
Amanhã é dia de Santo António, o padroeiro de Lisboa.
Dia de recordar Amália a homengear a cidade onde viveu e que tanto amou!
“Lisboa já tem sol mas cheira a lua
Quando nasce a madrugada sorrateira
E o primeiro eléctrico da rua
Faz coro com as chinelas da ribeira
Se chove cheira a terra prometida
Procissões têm o cheiro a rosmaninho
Nas tascas da viela mais escondida
Cheira a iscas com elas e a vinho
Um cravo numa água furtada
Cheira bem, cheira a lisboa
Uma rosa a florir na tapada
Cheira bem, cheira a lisboa
A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar
Cheira bem, cheira a lisboa
A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar
Lisboa cheira aos cafés do rossio
E o fado cheira sempre a solidão
Cheira a castanha assada se está frio
Cheira a fruta madura quando é verão
Teus lábios têm o cheiro de um sorriso
Manjerico tem o cheiro de cantigas
E os rapazes perdem o juízo
Quando lhes dá o cheiro a raparigas
Cheira bem, cheira a lisboa
A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar”
Especialmente para si, “afacinha”, bom feriado!
E, se for aos “santos”, divirta-se muito!
FG







