Antes de mais, preciso de fazer uma declaração de interesses:
Este Monte no Alentejo, transformado em “alojamento rural”, é de um casal de amigos meus. Mas, depois de lá passar dois dias, diria exatamente o mesmo se não conhecesse os proprietários. Juro que até pensei: “deveria haver alguma coisa para criticar… Tornava o post mais apetecível (o bom português adora uma critica…)”. Esforcei-me para tentar encontrar nem que fosse um pequeno detalhe de que não tivesse gostado. Mas nada! E cheguei à conclusão que não sou muito original. Sou mesmo igual à maioria que, nas avaliações do Booking.com, dá 9.8 à TEIMA. Significa, no parecer dos hóspedes que por lá passaram, “Excecional”! E no meu também.
Dizem eles que tudo nasceu assim:
“Um monte abandonado há 15 anos, coberto de mato, com cheiros de urze e de terra, repleto de sons misteriosos e com uma luz soberba de fazer querer ficar para sempre, às portas de uma das Rotas Vicentinas e a minutos de praias deslumbrantes – Carvalhal, Alteirinhos, Zambujeira do Mar, Amália, Odeceixe, Amoreira, Arrifana e mais aquelas que ninguém conhece por serem tão especiais e secretas. Foi assim que encontramos, há já sete anos, o que hoje é a TEIMA”
Digo eu:
Parabéns! Por tudo. Por terem conseguido recuperar o tal “abandono” com tanto gosto, mantendo os sons, a luz, a magia, intocados. E acrescentado-lhe um conforto que nos faz, a nós, que por lá “vivemos” uns dias, também querer ficar para sempre…
Senão vejamos:
Seis suites (cada uma com a sua cor e todas lindas) com camas e colchões que nos fazem sonhar que ganhámos o euromilhões (e, claro, comprámos a TEIMA!) forrados a lençóis de puro algodão branco. Casas de banho fantásticas com duches a sério. Sou mesmo exigente/chata com o duche. Odeio alguns (que já apanhei até em hoteis de 5 estrelas) que mais parecem aquela chuva molha tolos. Na TEIMA não. Vamos para o duche e entramos debaixo de um “toró tropical” que lava até a alma. E prepara-nos para partir à descoberta da Costa Alentejana, não sem antes tomarmos um pequeno-almoço divinal: croissants quentes, ovos do campo, iogurtes feitos em casa, sumo das laranjas apanhadas no pomar, queijos, presunto, tudo o que “a linha” não permite e que o paladar agradece.
Com o encanto das palavras que caracterizam bem uma paixão, Paulo e Luísa continuam a recordar como tudo aconteceu: “fomos na corrente. Seguimos os instintos daquela natureza que é mãe e, assumindo com modéstia o nosso papel secundário, moldámo-la com cuidado e respeito. Achando que era nossa obrigação partilhar um lugar especial, abrimos as portas a visitantes, com timidez e expectativa, mas confiantes que sentiriam como nós a energia única que aquele lugar emana. E assim partilhamos os encantos da TEIMA, reforçados pelo nosso amor pelos animais: os cães, os cavalos, os burros — comandados pela Rosa, cujo focinho serviu de inspiração ao nosso logotipo, os patos e as outras aves que arribam ao lago. E a Mo, uma gata que acolhemos e que se transformou na mascote preferida de muitos dos nossos convidados”.
O lago!!! Adorei o lago e as duas cadeiras suspensas que lhe fazem companhia num deck de madeira. E os burros comandados por uma Rosa que não é a minha filha Rosa, mas que tem um olhar meigo e inteligente, como o dela.
Só a Mo, a gata, é que não me encheu as medidas. O problema não é dela, coitada, que se comporta igual aos cães, andando atrás dos donos, sem incomodar. Eu é que tenho uma fobia a gatos que já deveria ter tratado…
Não estava tempo para mergulhos na piscina, onde já treinaram atletas de alta competição. Mas ainda bem. Assim tenho uma desculpa para voltar. Aliás tenho várias. Tenho outra para o próximo inverno também: perder-me num bom livro à lareira e voltar a jantar no Gulli de Aljezur que fica a poucos quilómetros da TEIMA.
Por todas as razões e mais uma – o Paulo e a Luísa serem os melhores anfitriões do mundo! – vou TEIMAr em voltar. Sempre.
FG







